Grã-Bretanha. BRASIL-EUROPA: Estudos interculturais e internacionais.. A.A. Bispo (ed.)

 
 


Os estudos relacionados com a Grã-Bretanha da Academia Brasil-Europa iniciaram-se em 1968, sob a orientação de Eleanor Florence Dewey. Sendo uma das iniciadoras da entidade que hoje é a organização Brasil-Europa, a preocupação foi a de dirigir os estudos culturais que relacionam o Brasil, a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales segundo as tendências que procuravam renovar teoricamente os estudos culturais. Os estudos passaram a ser desenvolvidos em estreita colaboração com a Associação Brasileira de Folclore e entidades culturais anglo-brasileiras.


Na Europa, os trabalhos in loco tiveram o seu início em dezembro de 1974 e janeiro de 1975 com uma viagem de contatos e estudos. Foram visitadas várias cidades e instituições, entre elas Londres, York, Cambridge, Oxford, Glasgow, Edinburgo e Liverpool.  Em 1977, realizaram-se trabalhos no País de Gales.


Dewey orientou os trabalhos na Inglaterra a partir de 1976. Nas décadas de 80 e 90, desenvolveram-se ciclos de estudos em Londres e em várias regiões do país, mais em particular no sul da Inglaterra. No decorrer dos anos, os principais nomes da história natural da Inglaterra que realizaram pesquisas no Brasil no século XIX foram considerados em encontros e publicações, na Europa e no Brasil. O relacionamento da Inglaterra com o mundo de língua portuguesa foi considerado sobretudo através de estudos relativos a Portugal e ao mundo insular atlântico, aqui em particular à Madeira.

No Congresso Internacional de São Paulo, em 1987, a situação dos estudos e das pesquisas na Grã-Bretanha foi considerada, assim como iniciativas de estudiosos inglêses atuantes no Brasil. Essas iniciativas, em particular aquelas relacionadas com a música contemporânea e a educação, foram novamente consideradas sob a perspectiva de fundamentos teóricos de suas concepções no Congresso Internacional do Rio de Janeiro, em 1992.


Devido à orientação dos estudos da A.B.E., os trabalhos foram direcionados sobretudo ao papel desempenhado pela Inglaterra em regiões extra-européias. No âmbito de projeto dedicado às culturas indígenas do Brasil, as contribuições de cientistas inglêses foram pormenorizadamente consideradas nos seus devidos contextos. Uma outra área disciplinar que tem merecido particular atenção é a da arquitetura, em particular a de tendências contemporâneas.

Nos últimos anos, a atenção tem sido dirigida sobretudo às dimensões globais do império britânico e suas relações com a história do colonialismo. Se a presença e a influência inglêsa no Brasil já tinham sido tratadas por diversas vezes, também em continuidade a estudos mais antigos a respeito, as pesquisas e reflexões passaram a ser dirigidas agora a esferas de influência britânica no mundo e suas interferências na América Latina, e, sobretudo, aos processos culturais desencadeados pelos inglêses na história do pensamento e da cultura. Nesse sentido, a A.B.E. organizou viagens de estudos e contatos a vários países marcados pela colonização inglêsa no passado, sobretudo no Caribe, entre outros na Jamaica e St. Thomas, à Índia e ao Pacífico. Aqui, o programa da A.B.E. dedicado às relações entre o Atlântico e o Pacífico levou à realização de um ciclo de estudos que incluiu várias cidades da Austrália e da Nova Zelândia. Esses trabalhos realizaram-se no contexto das comemorações do Ano Darwin 2009, quando foram examinadas as relações entre o Brasil e a Grã-Bretanha no desenvolvimento da Teoria da Evolução. Os estudos levaram também à análise de tendências do pensamento ético-filosófico inglês que apresentam pontos de contato com desenvolvimentos brasileiros.


As relações e as interferências entre processos culturais e esferas de influência da França e da Inglaterra nas suas transformações no decorrer da história foram estudadas mais recentemente durante viagem de estudos e contatos empreendida pela A.B.E. a Maurício.


Materiais
Apenas os disponíveis nos sites da A.B.E.

(em elaboração)


  1. Tailândia, Vietnam, Malásia e Brasil: internacionalizações e ciência em processos político-culturais globais. Sob o signo da amizade: 500 anos de elos do Sião com o Portugal no seu significado para estudos euro-brasileiros

  2. Entre fascinação e confronto com contrastes nas Américas e no Sudeste da Ásia. O cientista-diplomata Robert Hermann Schomburgk (1804-1865) no reino de Mongkut/Rama IV (1804-1869) segundo registros de um pintor alemão

  3. Muzium Ngeri Pulau Penang. A música popular em processos internacionalizadores à época da Segunda Guerra Mundial e suas consequências para a identidade de urbes: São Paulo e George Town

  4. Pinang Peranakan Mansion. Chineses da imigração em processos internacionalizadores - os "Straits Chinese"

  5. Da universidade na sua inserção em processos culturais transatlânticos IV. História cultural universitária de expressão anglofone no Canadá

  6. História cultural do comércio e dos transportes entre o Canadá e o Brasil. Pedro II° e círculos britânicos na América do Norte: Dugald MacDonald (1838-1918) e William Darley-Bentley (1840-1888?)

  7. Paisagismo e identidade em situações interculturais franco-inglesas e suas relações com a imagem do homem no paradigma de Joana d‘Arc

  8. Jardins, bandas e coretos na vida urbana em seus elos com a Escócia, a Irlanda e a Inglaterra. Pelo The Canadien Naval Centennial 2010

  9. Monumentos e leitura de expressões arquitetônicas do loyalism na história britânica das Américas

  10. Tradicionalismo escocês no continente americano e elos comuns com o mundo de formação portuguesa. Sentido músico-antropológico da gaita de foles

  11. Do descobrimento do Canadá pelos portugueses - „Terra do Labrador“ e "Terra dos Bacalhaus"

  12. Canadá, Estados Unidos, Europa e Brasil: relações franco-britânicas em processos transatlânticos e interamericanos. Ciclo „Indian Summer“ pelos 300 anos da ida ao Canadá de Joseph-François Lafitau (1681-1746), fundador dos estudos culturais comparados

  13. Direitos Humanos, Estudos Culturais e História Diplomático-Cultural. Sudeste da Ásia-Brasil: Singapura

  14. Thomas Stamford Bingley Raffles (1781-1826) e a fundação de Singapura (1819): „colonialismo esclarecido“ nas suas relações com os estudos científico-culturais, estrategia diplomática e direitos

  15. Islão no Sudeste da Ásia e imagens européias do Oriente. Papel do sultão der Singapura na diplomacia cultural inglêsa em cotejo com a portuguesa de Afonso de Albuquerque em Málaca

  16. Estética e Direitos Humanos: Realismo nas artes asiáticas e Simbólica. O Merlion de Singapura e a imagem da sereia na Ásia, na Europa e no Brasil

  17. Esplendor do culto a Mariamman de imigrantes da Índia nos seus anelos de recuperação e crescimento em processos inter- e transreligiosos

  18. A mãe-d'água e rainha dos céus na imigração chinesa em Singapura à luz de imagens e concepções da tradição portuguesa e brasileira

  19. Cultura/Natureza e questões de Direito nas relações Brasil-Sudeste da Ásia: 1) Alfred Russel Wallace (1823-1913); 2) José d‘Almeida Carvalho e Silva (1784-1850). Antecedentes à introdução da Hevea brasiliensis nas colonias britânicas em desrespeito a normas de procedimento nas relações internacionais

  20. Catedral Of The Good Shepherd. Missions Étrangères e Padroado Português: problemas de jurisdição missionária e de inserção cultural

  21. „Klings“ na edificação da catedral anglicana. Ordem e Progresso em Singapura e a disciplina correcional do sistema penitenciário a serviço do Colonialismo britânico

  22. Consciência histórica e concepções de nacionalidade no Havaí e no Brasil. Líderes indígenas em diferentes situações: Kamehameha I° "O Grande" (ca. 1758-1819). Narrativas cantadas e edifícios históricos

  23. Liholiho ou Kamehameha II (1797-1824) e a rainha Kamamalu (1802-1824) no Brasil e na Grã-Bretanha. Significado histórico-cultural da viagem transoceânica da comitiva real havaiana em situações de mudança em diferentes nações

  24. Congregacionalismo na mudança cultural do Havai: Honolulu Kawaiaho'o Church: "Westminster Abbey of Pacific" sob Kamehameha III° (1814-1854) e seu significado para os estudos brasileiros

  25. A música na sociedade euro-havaiana de tendências vitorianas à época de Kamehameha IV (1834-1863) e da rainha Emma (1836-1885). Paralelos com o Brasil do Segundo Império

  26. O Neo-gótico português e o Gothic Revival no Havaí. Anglicanismo e significado histórico cultural do campo de tensões Congregacionalismo/episcopalismo nas suas relações com tendências norteamericanas e pró-britânicas. A Catedral St. Andrew:  monumento arquitetônico e centro de cultura musical

  27. "Linguagem do coração e batida do coração do povo do Havaí". Hula, "Dandyismo" e vibrações simpatéticas na sensibilização estética por valores culturais

  28. O papel da London Missionary Society na transformação cultural da Polinésia. Significado para as congregações evangélicas no Brasil e para os estudos hinológicos e etnomusicológicos

  29. Taiti-Caribe-Brasil na história das relações transcontinentais e seus elos com transplantes vegetais. Fruta-pão na aventura do Bounty e a imagem da jaca no Brasil

  30. Navegações na história cultural e história cultural das navegações. Do descobrimento português do Mar do sul e suas dimensões

  31. Índico na história britânica da observação da Natureza: Charles Darwin em Maurício

  32. Inglêses na vida cultural do Brasil e em Maurício no século XIX

  33. Administração inglêsa e desenvolvimento das vias de comunicação. Brasil e Maurício na filatelia

  34. Da Guiana inglêsa à Europa e a Maurício: Victoria regina

  35. Arte em ferro inglêsa em Jardins Botânicos do Índico e do Pacífico

  36. Elite colonial e creolos na cultura européia. Prosper d'Épinay (1836-1914) - Comendador da Ordem da Rosa

  37. Cultura memorial e mudanças de identidade e imagens. Indentured immigrants em época pós-escravocrata

  38. Redes sociais na história político-cultural. Império alemão e Império britânico. Ética do Dever e Ética do Sucesso

  39. "Ordem e Progresso" no Brasil e na esfera britânica. Análise de concepções éticas de fins do século XIX em contextos internacionais. 150 anos de Samuel Alexander (1859-1938)

  40. Biomimetismos, mutabilidade e adaptações

  41. Contextualidades no espaço urbano

  42. Classicismo e revivals. Processos identificatórios britânicos e dimensões da arquitetura vitoriana no Brasil

  43. História natural inglêsa e os estudos culturais do Amazonas: Wallace, A.R.

  44. Zoologia comparada e pesquisa da cultura: Bates, H.W.

  45. Teoria da Evolução e a perspectiva teórico-cultural em contextos internacionais: Europa-Brasil-Austrália

  46. Brasil na exposição Charles Darwin - Voyages and ideas that shook the world

  47. Darwin in Hobart City à luz de suas experiências na América do Sul

  48. Austrália e Brasil em Darwin. Papel do Brasil no desenvolvimento da Teoria da Evolução

  49. Austrália e Brasil na história do Evolucionismo e de concepções evolucionistas na Antropologia e na Sociologia. Ladislau Neto (1838-1894) e Eunápio Deiró

  50. Teuto-brasileiros na história da Teoria da Evolução. Johann Friedrich Theodor Müller (Fritz Müller) (1822-1897)

  51. Fontes históricas da Etnomusicologia e da Musicologia de orientação intercultural: Aborígenes e índios. Darwin e o Corroboree

  52. Presença da Amazônia em Adelaide: Vitoria Regia.  Robert (1804-1865) e Richard Schomburgk (1811-1891)

  53. Vitoria Regia e seu significado para a arquitetura e para a história cultural da indústria e comércio. Joseph Paxton (1803-1865) e o Palácio de Cristal

  54. Relações pacífico-atlânticas numa História das Artes em contextos globais I: Conrad Martens (1801-1878)

  55. Relações pacífico-atlânticas numa História das Artes em contextos globais II: Augustus Earle (1793-1838)

  56. Consequências culturais da Primeira Guerra em contextos globais - Intensificação da influência cultural francesa no Hemisfério Sul

  57. Veneratio vitae: Relações entre o Homem e os outros seres viventes na Ética. Significado do pensamento de A. Schweitzer para países de formação colonial marcados pela destruição da Natureza e extinção de espécies: Brasil e Austrália

  58. Catedral de São Paulo de Wellington e a recepção do estilo missionário ibérico no Pacífico

  59. Abertura de portos na América hispânica e a influência inglêsa na história cultural de Valparaíso

  60. Inglaterra-Países do Cone Sul. Puerto Madryn e Buenos Aires. Consciência latino-americana e problemas de consciência

  61. Inglêses na história cultural do Brasil e da Índia: enfoques transnacionais

  62. Índia-Europa-Brasil. Tarefas e perspectivas para estudos interculturais

  63. Similaridades entre a Índia e as Américas. Falta de compaixão pela Natureza é falta de cultura. Relendo Tagore

  64. História política britânica nas Antilhas e simbólica cultural latino-americana. Estudo de caso: Caribe Inglês, República Dominicana e Brasil

  65. Expansão e significado teórico-cultural do paisagismo inglês. Natureza, cultura e qualidade de vida

  66. Eleanor Florence Dewey (1912-2008)

  67. O Processo Composicional: relato de uma experiência (C. Soares). Comunicação: Composition folio



Brasileiros residentes na Grã-Bretanha, súditos britânicos residentes no Brasil, brasileiros de origem britânica, inglêses com familiares brasileiros e estudiosos em geral, cooperem com os seus conhecimentos e a sua experiência ao trabalho idealista da A.B.E.!
Ficaríamos gratos se entrassem em contato conosco: Contato.


 

Fotos H. Hülskath. © Edinburgh

 

BRASIL-EUROPA
www.brasil-europa.eu

Organização de estudos teóricos de processos interculturais e estudos culturais nas relações internacionais (registrada 1968)
Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência (Estudos Culturais e Sociologia da Ciência)

Direção: Prof. Dr. Antonio Alexandre Bispo

©

ESTUDOS CULTURAIS RELACIONADOS COM A

GRÃ-BRETANHA
e com países de formação colonial inglêsa

 

Portal (português)     Portal (deutsch)      Revista     Contato     Convite     Impressum     Estatística     Atualidades