França. BRASIL-EUROPA: Estudos interculturais. A.A. Bispo (ed.)

 
 



Os trabalhos interculturais a Academia Brasil-Europa relacionados com a França inserem-se em longa tradição. Remontam a Darius Milhaud (1892-1974), compositor francês que esteve no Brasil acompanhando o embaixador Paul Claudel (1868-1955), em 1916.  A sua obra "Saudades do Brasil" tornou-se emblema da academia constituída por estudiosos centro-europeus que se dedicavam à renovação de concepções do Ocidente e que passaram a incluí-la de forma pioneira em sessões realizadas em vários países nos anos 20, entre êles Alemanha, Áustria, Croácia, Grécia e, naturalmente, o Brasil. Essa composição era conotada com ideais culturais inovativos e de cooperação intelectual e artística de teor humanístico para além de delimitações nacionais. Inseria-se em processos de renovação européia e de um mais intenso relacionamento entre os países da América Latina, em particular o Brasil, e a Europa. Foi a origem da denominação Brasil-Europa.


A revitalização dessa tradição deu-se por ocasião da fundação oficial da entidade que hoje constitui a organização Brasil-Europa, em 1968. Ela decorreu no âmbito dos esforços voltados à atualização teórica dos estudos culturais. A atenção passou a ser dirigida à processualidade na cultura, em particular a questões de difusão cultural. Significativos impulsos foram transmitidos por artistas e intelectuais em visita ao Brasil, entre êles M. Beroff, assim como por pesquisadores e professores franceses residentes no país, sobretudo N. Jeandot. Dentre os brasileiros que já há muito possuíam um vínculo particularmente estreito com a cultura francesa menciona-se J. de Souza Lima. A inauguração dessa nova fase dos trabalhos deu-se com uma sessão dedicada a O.Messiaen. Desenvolveram-se, em cooperação com escolas superiores, trabalhos de levantamento de fontes referentes a personalidades de origem francesa da história da vida cultural brasileira, entre êles A. e L. Levy, G. Giraudon e L. Bertin.

Na Europa, os estudos e contatos na França desenvolveram-se a partir de 1975. Deu-se início a um programa sistemático de visitas a instituições e personalidades que deveria vir a abranger todas as regiões do país. Foram levantadas fontes de interesse para os estudos brasileiros em biblotecas e arquivos franceses, estudiosos do país passaram a cooperar com eventos e publicações. Particulares elos foram desenvolvidos com Solesmes, centro de pesquisas semiológicas e paleográficas. Uma especial atenção foi dada desde o início ao estudo da presença e da contribuição de franceses para a história cultural do Brasil e, vice-versa, para a presença de brasileiros na França.


Principal mentor dos trabalhos realizados na França foi Luís Heitor Corrêa de Azevedo, CIM/UNESCO. Esse estudioso passou a participar ativamente dos principais eventos da organização a partir do simpósio internacional realizado em São Paulo, em 1981. Também co-orientou os trabalhos relativos ao Brasil desenvolvidos no âmbito dos simpósios dedicados às relações com a América Latina da Comunidade Européia. Em 1983, realizou-se um primeiro Forum internacional dedicado às relações histórico-culturais entre a França e a Alemanha sob a perspectiva do Brasil e que incluiu uma Semana de Música Francesa, realizada em cooperação com cidades da França, e co-orientada por M. de L. Cutolo. Desde então, passou-se a organizar os assim-chamados anos França-Brasil da Academia Brasil-Europa.


Do ponto de vista dos estudos de expressões culturais tradicionais e populares, os trabalhos foram desenvolvidos em estreita cooperação com a Associação Brasileira de Folclore e entidades do sul da França, destacando-se aqui Julieta de Andrade. Através de seu empenho, pesquisadores franceses que desenvolveram trabalhos no Brasil, em particular na Amazônia, entre êles Daniel Loddo, Midi-Pyrénées, participaram do Congresso Internacional realizado no Rio de Janeiro, em 1992.  Sob a ação desse pesquisador, a atenção passou a ser dirigida de forma mais intensa a questões de imigração na França e da emigração de franceses para outros países. Desde então, o sul da França passou a ser alvo mais frequente de estudos, em particular com relação a seus múltiplos elos com outros paises do Mediterrâneo e da Península Ibérica. Dos vários seminários dedicados a temas relacionados com a França e realizados em universidades européias salientam-se aquele voltado ao assim-chamado Grupo dos Seis de compositores, efetuado paralelamente a exposição dedicada a Jean Cocteau, levada a efeito em Paris, assim como colóquios e cursos de teoria de orientação cultural da arquitetura e do urbanismo. No âmbito do triênio de estudos pelos 500 anos do Brasil, realizou-se um colóquio dedicado à filosofia e ao pensamento teórico francês no seu significado para os estudiosos brasileiros.

Nos últimos anos tem-se dado especial atenção à questão da presença francesa em outros países da América Latina, considerados sob a perspectiva das relações interamericanas e no âmbito do Mercosul. Para isso, realizaram-se trabalhos in loco em vários países do Caribe e da América do Sul. O relacionamento de esferas culturais francesas sob a perspectiva dos estudos euro-brasileiros passou a ser examinado mais pormenorizadamente também em outras regiões do mundo, entre elas a da antiga Île de France, hoje Maurício.


                                        

Locais de reflexões

(lista incompleta)


Abbaye de Beauport
Aix Les Bains
Annecy
Barr
Bodilis
Boscodon
Briançon
Chambéry
Chanonix
Dehlingen
Dinan
Dol de Bretagne
Embrun
Eu
Folgoet
Gap
Grenoble
Grenoble 2
Guimiliau
Guincamp
Haguenau
Haut-Andlau
Haut-Koenigsbourg
Hautcombe
Honfleur
La Grave
La Grave 2
La Roche Jagu

La Salette
Lampaul
Lanmeur
Lanhouarne
Lille 1
Lille 2
Meije
Mittelbergheim
Molsheim
Mont Saint Michael
Morlaix
Nancy
Nice
Papeete
Paris
Paris 2
Paris 3
Paris 4

Paris 5
Reims
Saint-Hippolyte
Saint Malo
Saint Malo 2
Saint Pol de Leon
Saint Rafael
Saint Thégonnec
Sainte Odile
Solesmes
Strassbourg
Toulouse
Tréguier
Tréguier 2
Valloire
Vizille


Nomes
(lista incompleta)


Alencar, J.
Almeida Júnior, J. F. de
Alves de Mesquita, H.
Anne de Bretagne
Barrère, G.
Bertin, L.
Berthelot, P.
Blanchard, Ph.
Blosseville, J.
Bonaparte, R.
Bourget, P.
Bragança, J. M. de
Cardine, E.
Carneiro, P.
Castro Maier
Cavalier Darbilly, C.S.
Chateaubriand, F. R.
Condamine, Ch.-M. de
Corrêa de Azevedo, L. H.
Dabadie
Debret, J. B.
Delon, Ch.

Denis, F.
Derrida, J.
Duarte, O.
Duguay-Trouin, R.
Dulaurens, A.
Dumont d'Urville, J.-S.-C.
Durand
Alípio Dutra, A.
Ephrussi Rothschild

Eloi, Santo
Eugénie, Imperatriz
Pereira, E.
Franck, C.
Fróes, S. D.
Gonçalves de Magalhães, D. J.
Hahn, R.
Heidsieck, E.
Henri (Levy), L.
Hervé, Santo
Hübner, Baron de
Isabelle, Comtesse de Paris
Ivo, São
Lamartine, A. de
Lamennais, H.-F.R.
Leblanc, A.
Léry, J. de
Lesson, R.
Levasseur, E.
Long, M.
Louis-Philippe de Orléans
Magalhães do Valle, F.
Maistre, J. de
Marcoy, P.
Meirelles de Lima, V.
Mélar, São
Mesquita, C.
Mesquita, C. 2
Messiaen, O.
Morineau, A. de
Nabuco, J.
Napolén III
Nunes, J.
Pessoa, E.
Philipp, I.
Porto-Alegre, M. A
Pugno, R.
Rédempteur, M. du
Renan, E.
Reynold, G. de

Rienzi, G.L.D.
Rivet, P.
Saint-Hilaire, F.C.A.
Saint-Martin, L. de
Santa-Anna Nery, F. J. de
Schuré, E.
Sébillot, P.
Souza Lima, J,. de
Stella Schic, A.
Stendhal (Beyle, M.H.
Tagliaferro, M
Tagliaferro, P.
Taunay, A. d'E.
Terrien, F.
Toulouse-Lautrec
Widor, Ch. M.

Materiais
Apenas os disponíveis nos sites da A.B.E.

(em elaboração)


  1. A França na história das relações culturais internacionalizadoras - focalizando a ex-Indochina Francesa a partir do Brasil: questões do construído à luz da universalidade católico-restauradora. Catedral de Notre Dame, Cidade de Ho-Chi-Minh

  2. Vietnam-Brasil na Etnomusicologia e no estudo de processos músico-culturais em contextos globais. Campo de tensões: internacional na ideologia e a análise de decorrências coloniais. Teatro Municipal de Ho-Chi-Minh

  3. O internacional de fundamentação político-ideológica e o estudo cultural de internacionalizações. Questões do discurso atual da internacionalização da ciência - reflexões na cidade de Ho-Chi-Minh

  4. College and Assumption University, Bangkok. O inglês como idioma, elos culturais com a França e e legado português. Internacionalização de estudos e inserções histórico-político-culturais de instituições

  5. Música tradicional como patrimônio cultural. Da Etnomusicologia a uma musicologia de orientação teórico-cultural: consequências para a discussão patrimonial. Revendo concepções de Constantin Brăiloiu (1893-1958)

  6. Universidade Alexandru Ioan Cuza e Palácio da Cultura. A cultura e a universidade no Moldau no vir-a-ser do Romanianismo e suas relações com o mundo latino

  7. A Academia Română e a diplomacia cultural nas relações entre a Romênia, a França e o Brasil. Vasile Alexandrescu-Urechia (1834-1901), Louis Léon Prunol de Rosny (1837-1914) e Pedro II°

  8. Bukuresti/Bukareste. Athäneum: George Enesco - elos e paralelos com o Brasil. Pelos seus 130 anos

  9. A Boêmia e os "boêmios" em Paris e no Rio de Janeiro: Theophile Gautier (1811-1872) e o "beau sauvage" Artur de Oliveira (1851-1882)

  10. La mise en valeur des Colonies Portugaises de Elemér Böhm, a síndrome da internacionalização de territórios e suas consequências. Relações entre Direito Internacional e Estudos Culturais na análise de processos coloniais

  11. Da universidade na sua inserção em processos culturais transatlânticos III. Collège Sainte-Marie: restauração jesuítica no século XIX e seu significado para o ensino, a pesquisa e as artes - a Virgem Negra no Canadá

  12. Da universidade na sua inserção em processos culturais transatlânticos II. História cultural universitária de expressão francofone no Canadá na tradição de François Laval de Montemorency (1623-1708)

  13. Reflexões sôbre J,-F. Lafitau I: O mundo de sonhos dos indígenas e o enxergar o sonho dos outros pelos pajés

  14. Reflexões sobre J.-F. Lafitau II: Conhecimentos nascidos da experiência, dos estudos históricos e o auto-aperfeiçoamento do pesquisador no contato com diferentes povos - a imagem de Ulisses

  15. O sonho na cultura européia e o visionário na América. Pela canonização (2010) de André Bessette CSC (1845-1937)

  16. Do ultramontanismo e da arquitetura da unidade com Roma no Catolicismo político: D.Ignace Bourget (1799-1885) versus l'Institut Canadien

  17. Luz e cores no Gótico da Sainte Chapelle de Paris na arquitetura de orientação sulpiciana no continente americano

  18. Mar e rios nos estudos culturais Canadá/Brasil: tradições imagológicas comuns no exemplo de Notre-Dame-de-Bon-Secours

  19. Paisagismo e identidade em situações interculturais franco-inglesas e suas relações com a imagem do homem no paradigma de Joana d‘Arc

  20. Da imagem do indígena na histórica cultural e a sua consideração por F.-J. Lafitau

  21. Monumentos e murais: consciência histórica, trompe-l'oeil e multiculturalismo canadense. O africano-português Mathieu da Costa em construções históricas

  22. Canadá, Estados Unidos, Europa e Brasil: relações franco-britânicas em processos transatlânticos e interamericanos. Ciclo „Indian Summer“ pelos 300 anos da ida ao Canadá de Joseph-François Lafitau (1681-1746), fundador dos estudos culturais comparados

  23. Catedral Of The Good Shepherd. Missions Étrangères e Padroado Português: problemas de jurisdição missionária e de inserção cultural

  24. Romantismo musical e Criolismo no Havaí à luz de Indiana: romance de George Sand (1804-1876) e valsa de Gatien Marcaillou (1807-1855) - e dos Ojos Criollos de Louis Moreau Gottschalk (1829-1869)

  25. Estudos Culturais da Polinésia Francesa e Estudos Euro-Brasileiros

  26. Taiti e Brasil na história das concepções antropológicas: a questão do "noble sauvage" e suas expressões na representação cultural da atualidade

  27. D'où venons-nous? Que sommes-nous? Où allons-nous? Música, visões e questão da alegoria na análise cultural. Paul Gauguin (1848-1903) no contexto Taiti-Europa-América Latina

  28. Aspectos histórico-culturais do Catolicismo no Taiti em paralelos e relações com o Brasil

  29. Tattoos da Polinésia na história inter-e transcultural. Questões de leitura, percepção e concepções músico-antropológicas

  30. A Polinésia Francesa na história cultural da Botânica e o paisagismo cultural de reabilitação natural. Jardin d'eau de Vaipaihi como modêlo

  31. Taiti como La Nouvelle Cythère e a Ilha dos Amores d'O Lusíadas

  32. O abacaxi como contribuição do Brasil ao Taiti. Da amorosa planta peregrina dos indígenas ao pomo de ouro da ilha de Venus

  33. Cultura e Natureza em visões do Homem: Île de France e Brasil. Paul et Virginie de B. de Saint-Pierre (1737-1814)  e Inocência (1872) do Visconde de Taunay (1843-1899)

  34. Conhecimento de situações multiculturais em regiões coloniais no início do século XIX: Île de France de J.-G. Milbert (1766-1840)

  35. Emancipação de escravos na esfera britânica e métodos de pastoral de orientação social. Jacques-Désiré Laval (1803-1864)

  36. Questões de identidade: Francofilias e Francotropismos. Parnasianos no Índico, na França e no Brasil

  37. Elite colonial e creolos na cultura européia. Prosper d'Épinay (1836-1914) - Comendador da Ordem da Rosa

  38. Música em Maurício e músicos mauricianos em Paris. Recepções no Brasil

  39. In memoriam: Henrique Travassos Siffert (Henrik Siffert)

  40. Presença de brasileiros em Paris. Questões de consciência histórica e identidade

  41. Brasileiros em Paris à época de Louis-Philippe de Orléans (1830-1848). Manuel de Araújo Porto-Alegre, Barão de Santo Ângelo (1806-1879) à luz de Alexander von Humboldt (1769-1859). A natureza pela face misteriosa do coração

  42. Domingos José Gonçalves de Magalhães, Visconde de Araguaia (1811 - 1882) sob o signo de Alphonse de Lamartine (1790-1869)
    O "Manifesto" do Romantismo brasileiro em Paris: Suspiros poéticos e Revista Brasiliense

  43. Brasileiros em Paris á época de Napoléon III (1852-1870). Henrique Alves de Mesquita (1830-1906) e o milieu da Closerie des Lilas. Sobre Une nuit au chateau e/ou Noivado em Paquetá

  44. Brasileiros em Paris à época do Império liberal e da Guerra Franco-Prussiana (1870/71). Carlos S. Cavalier Darbilly (1846-1918). Da "musique musardienne" e da Opéra comique ao Teatro de Revista

  45. Brasileiros em Paris no início da Terceira República. Carlos de Mesquita (1864-1953) sob o signo da Ars gallica e dos Concerts Populaires de Pasdeloup

  46. Brasileiros em Paris nas décadas de 70 e 80 do século XIX. F.-J. de Santa-Anna Nery (1848-1901), Baron De Hübner (1811-1892), Émile Levasseur (1828-1911), Roland de Bonaparte (1858-1924)
    Amazonas e Folclore Brasileiro nas suas relações com os estudos franceses de Economia Política, Geografia Econômica e Etnologia

  47. José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899). Cultura caipira, Montmartre e Salon - Música e pintura

  48. Brasileiros em Paris nos últimos anos do Império brasileiro. Francisco Magalhães do Valle (1869-1906) e César Franck (1822-1890). Da província de Minas à procura de projeção e a erudição franco-alemã de mediação belga

  49. Brasileiros em Paris à época do Centenário da Revolução Francesa. Elpídio de Brito Pereira (1872-1961). Cultura do Norte do Brasil e o Popular no bailado parisiense. Pressupostos do sucesso de Les Pommes du Voisin no Théatre de la Gaité

  50. Brasileiros em Paris no fim do século XIX e início do XX. Sylvio Deolindo Fróes (1865-1948), André Dulaurens (1873-1932) e Georges Barrère (1876-1944). Espiritualidade baiana, simbolismo e fascinação pela estética alemã na França

  51. Brasileiros em Paris na Belle Époque., Magdalena Tagliaferro (1893 - 1986) e Reynaldo Hahn (1874-1947). A intérprete de espírito e as emoções de seu tempo. Imagem e ideal da mulher francesa em processos de transformação de identidades

  52. Brasileiros em Paris nos anos posteriores à Primeira Guerra Mundial. João de Souza Lima (1898-1982) e Alípio Dutra (1892-1964). Paulistanismo e integração no universo cultural francês em atmosfera de euforia

  53. Brasileiros em Paris nos anos trinta e na Segunda Guerra Mundial. "Tietê Borba" no grupo do Musée de l'Homme e Paul Rivet (1876-1958). Aproximações a estudos de inserção político-cultural da presença brasileira na França de entre-guerras

  54. Brasileiros em Paris após a Segunda Guerra Mundial. Luís Heitor Corrêa de Azevedo (1905-1992), Paulo Carneiro (1901-1982) e a reorganização da cooperação internacional em áreas científico-culturais

  55. A Imperatriz Eugénie segundo Clara Tschudi (1856-1945) e a "raça latina". Problemas de identidade internos europeus e euro-latinoamericanos nas relações França-México-Brasil

  56. A Primeira Missa nas Américas e a Primeira Missa no Brasil. Pharamond Blanchard (1805-1873) e Victor Meirelles de Lima (1832-1903)

  57. "Toulouse-Lautrec e as estrêlas de Montmartre". Reflexões da perspectiva brasileira

  58. Cultura e Ética sob a perspectiva dos Estudos Interculturais
    no contexto das relações franco-alemãs e suas irradiações no Hemisfério Sul
    1969-2009: 40 anos de trabalhos de renovação teórica dos estudos França-Brasil e Alemanha-Brasil

  59. Estudos alsaciano-brasileiros. Encontros e interações de esferas culturais franco-alemãs e suas extensões

  60. Mater Alsaciae. Paradigmas de vida contemplativa e a reflexão ética em contextos europeus e brasileiros

  61. Tensões franco-alemãs na identidade alsaciana e suas interferências no Pensamento, nos Estudos das Religiões e do Espiritualismo: Teutonismo e Celtismo. Édouard Schuré (1841-1929) e sua recepção no Brasil

  62. Contextos franco-alemães no Movimento Bach e suas extensões no Brasil. Órgãos da Alsácia e Movimento Organístico. Charles-Marie-Widor (1844-1937) e Albert Schweitzer (1875-1965)

  63. Crise da cultura e suas causas éticas. Relendo análises filosófico-culturais de Albert Schweitzer e "O Espírito das Catedrais" de Paulo Duarte (1899-1984)

  64. Diferenças entre idioma e identidade no exemplo da Alsácia-Lotríngia e a política de difusão cultural francesa de Após-Guerra 

  65. Judeus da Alsácia e imigrantes alsacianos na vida cultural do Brasil e da Argentina. Valse des Alliées do brasileiro Louis Henri (Levy) (1861-1935)

  66. Conferência da Paz de Versailles. Alsácia, relações franco-alemãs e o papel do Brasil: Epitácio Pessoa (1865-1942)

  67. Perspectivas católico-francesas: Cientismo evolucionista como causa do Pangermanismo e retrocesso ético-cultural. Paul Bourget (1852-1935) contra Ernst Haeckel (1834-1919)

  68. Em anos de crise: 1929 e 2009. Mística de São Paulo de Albert Schweitzer e „Mística Ética“. Reflexões sob a perspectiva do Brasil

  69. Interiorização na cultura do quotidiano e Ética de Respeito à Vida na África e no Brasil. O papel da mulher na difusão e realização de ideais de A.Schweitzer

  70. Consequências culturais da Primeira Guerra em contextos globais - Intensificação da influência cultural francesa no Hemisfério Sul

  71. Escândalo do Panamá, crise financeira e reorientação geo-político-cultural nas Américas - Da França aos EUA e contextos judaicos

  72. Percursos interoceânicos e o vale do Amazonas. Visões da floresta tropical e de desenvolvimentos cosmopolitas

  73. Questões de Difusão: Narrativa e Estrutura. Ciclo Bretão. Artur e os Cavaleiros da Mesa Redonda

  74. Questões de Difusão, Geografia Humana e Ciências das Religiões: Ar paganiz (Terre des paiens)

  75. Questões de Difusão: mare clausum/mare liberum.  Em torno de Ana da Bretanha - Rainha da França à época do Tratado de Tordesillas

  76. Questões de Difusão: Concepções sistemáticas na tradição religiosa popular. Calvários da Bretanha e os Passos da Paixão no mundo português

  77. Questões de Difusão e pirataria: A Tomada do Rio de Janeiro por René Duguay-Trouin. Questões de memória. St. Malo

  78. Difusão e Apologética em contextos euro-brasileiros. H.-F. R. de Lamennais - Dieu et Liberté

  79. Normândia e Bretanha nos estudos culturais euro-brasileiros

  80. Mont Saint Michael - XII Centenário. Entre céu e terra: montanhas sagradas do mundo

  81. Livre pensamento, fé na ciência e história cultural em contextos euro-brasileiros. Joaquim Nabuco e a superação de Renan

  82. Questões de Direito e Justiça nas relações histórico-culturais em contextos globais. Paradigma da justiça social e do Direito

  83. Cultura mortuária na Bretanha e no Brasil

  84. Canto dos cegos na Bretanha e no Brasil. Paradigma do cego bardo. Reflexões pelo Pardon de Saint Hervé

  85. O santo ferreiro e o resgate de escravos: Eloi na França, em Portugal, na África e no Brasil

  86. Indianismo e Romantismo. Da literatura aos estudos culturais. François René de Chateaubriand e José de Alencar

  87. França-Países do Mercosul. Significado histórico-cultural do Cabo de Hornos

  88. Contextos franco-latinoamericanos na história cultural dos Cafés das metrópoles do Mercosul e o "folhetinismo"

  89. Periodismo como objeto de estudos interculturais em contextos do Mercosul

  90. Cosmopolitismo parisiense ante-guerra e o nacionalismo de entre-guerras no Brasil. João Nunes

  91. Contextos internacionais de propaganda político-cultural. Filosofia da História, Catolicismo e Política cultural do Salazarismo: Gonzague de Reynold (1880-1970)

  92. Paris-Rio de Janeiro. Identidade, integração e diferenciação cultural de brasileiros na França e suas repercussões no Brasil. Estudos do século XIX: A valsa brasileira. Durand e Carlos de Mesquita

  93. Relações inter-européias na vida cultural nos anos que antecederam à Primeira Guerra e a presença brasileira

  94. Caraça, Minas Gerais. Monumento de um projeto religioso-cultural

  95. Paris-Rio de Janeiro. Fundação Castro Maier. Chácara do Céu e Museu do Açude

  96. Toulouse - Valencia - São Luís do Paraitinga. Franciscanismo e ethos da cultura

  97. Metáforas e problemas de estetização na crítica do conceito de Hibridismo. Reflexões nos jardins da Villa Ephrussi Rothschild, Côte d'Azur

  98. Os "semi-selvagens" entre os povos da terra - história das representações e difusões de imagens. Uma obra esquecida de Ch. Delon

  99. África islâmica e "África negra" na América Latina - Informações e ações: papel histórico de missionários franceses

  100. Cânones e identificação francesa na teoria arquitetônica e suas extensões

  101. Revolução Francesa sob a perspectiva dos estudos culturais em contextos transnacionais

  102. Configurações históricas de Estado na Europa e concepção de história transnacional

  103. Emigração e retornados na história cultural. Joseph de Maistre e o Brasil

  104. História cultural da Alta Savóia e suas repercussões. Humanismo Devoto e o Barroco na história intercultural das mentalidades

  105. Savoyards. História intercultural de migrações e de identidades regionais européias

  106. Estudos de Stendhal em perspectivas supranacionais e transepocais

  107. Retórica napoleônica sob a perspectiva dos estudos culturais em contextos transnacionais

  108. Arquitetura militar sob o aspecto dos estudos culturais transnacionais

  109. Pensamento teórico francês da atualidade e história intercultural da filosofia à luz dos estudos transatlânticos/interamericanos

  110. França-Brasil no estudo das tradições populares

  111. Arqueologia do saber e simbolismo na renascença de comunidades

  112. "Paixão pela Unidade". Relações Savoia-Brasil no âmbito de movimentos neo-evangelizadores e ecumênicos - Chemin Neuf

  113. Visões francesas e suas extensões. Questões teóricas da análise de expressões culturais marianas em contextos transatlânticos

  114. Contextos lombardo-provençais à luz dos estudos transatlântico-interamericanos

  115. Catolicidade, ciências culturais e processo criador

  116. Fronteiras e interações européias no mundo colonial. Patrimônio intercultural e museologia.

  117. Estudos Culturais e Teoria da Arte: Moderno/Pós-Moderno

  118. Transformações político-culturais européias no século XIX e relações euro-brasileiras. Dna. Januária Maria de Bragança (1822-1901)

  119. Romantismo nas imagens e relações culturais. Viagem de P. Marcoy no Amazonas

  120. Da província à metrópole. Cosmopolitismo e música. Recordando um documento: Hymne 52.me Anniversaire du Brésil, Louis Bertin

  121. Solesmes, Semiologia Gregoriana no contexto histórico do mundo de língua portuguesa

  122. Pintura histórica, imagem da cultura e organologia. Jean Baptiste Debret

  123. Etnologia sentimental dos trópicos. Ferdinand Denis

  124. História da reformação e história da observação da música de povos não-europeus. Jean de Léry

  125. História natural francêsa e a pesquisa da cultura no século XIX. A. F. C. de Saint Hilaire

  126. A América do Sul na Academia das Ciências de Paris no século XVIII. La Condamine

  127. Cultura francesa no Brasil do século XIX. A. d'Escragnolle Taunay

  128. Pesquisa da cultura amazônica na Europa do século XIX. F. J. de Sant-Anna Nery

  129. A Bretanha nos estudos das tradições populares e o debate teórico-cultural

  130. Programa Poética da Urbanidade: Poética e percepção do que move e impele

  131. Programa Poética da Urbanidade: Arquitetura non standard

  132. Politonalidades na percepção do meio e sistemática da criação

  133. O Barão de Penedo e a música na Exposição Universal de Paris


Brasileiros residentes na França, francêses residentes no Brasil, brasileiros de origem francêsa, francêses com familiares brasileiros e estudiosos em geral, cooperem com os seus conhecimentos e a sua experiência ao trabalho idealista da A.B.E.!
Ficaríamos gratos se entrassem em contato conosco: Contato.



 








Fotos H. Hülskath ©
Reims (título), Lille (centro e direita), Tréguier (Casa de Renan, direita), Valloire (Festa popular),
Chambéry (Science)

 

BRASIL-EUROPA
www.brasil-europa.eu

Organização de estudos teóricos de processos interculturais e estudos culturais nas relações internacionais (registrada 1968)
Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência (Estudos Culturais e Sociologia da Ciência)

Direção: Prof. Dr. Antonio Alexandre Bispo

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