Luxemburgo. BRASIL-EUROPA: Estudos interculturais. A.A.Bispo (ed.)

 
 



Os trabalhos da Academia Brasil-Europa relacionados com o Luxemburgo tiveram o seu início em 1977. Após preparatórias realizadas no Brasil, os contatos com ínstituições e personalidades do Luxemburgo foram orientados pelo mestre-capela da Catedral do Grão Ducado.


Em vários encontros foram sobretudo discutidas questões relativas à situação dos estudos universitários, do ensino das artes e da vida cultural, em particular da música em ambos os países. Uma atenção especial foi dada naturalmente à prática musical nas igrejas e à música de órgão. Foram consideradas similaridades e diferenças quanto a repertórios, escolas técnicas e de interpretação, e, sobretudo, tendências comuns mais recentes na prática comunitária desencadeadas por reformas pós-conciliares. Considerou-se também elos quanto á história religiosa de ambos os países. Procurou-se levantar nomes de luxemburgueses ou de brasileiros formados no Luxemburgo que atuaram ou atuam no Brasil. As reflexões foram porém dirigidas a questões de natureza mais teórica ou a problemas de confronto das culturas de orientação alemã e francesa no país.


Devido à sua localização geográfica, à sua formação histórico-cultural e ao desenvolvimento das instituições européias, o Luxemburgo surge como país privilegiado para o exercício de perspectivas interculturais. Sendo sede de uma das maiores comunidades portuguesas da Europa, o país dispõe de entidades dedicadas ao cultivo de expressões culturais lusas que também são conhecidas no Brasil. A possibilidade de troca de idéias em português facilita o intercâmbio.


Com base nessa experiência, a Academia Brasil-Europa desenvolveu o seu programa dedicado ao estudo de migrações internas na Europa, em particular de portugueses, relacionando-a com aquela voltada à emigração portuguêsa ao Brasil. Com o desenvolvimento dos estudos, revelou-se a necessidade de exames mais pormenorizados das diferenças entre as expressões culturais de origem portuguêsa introduzidas no Brasil nos primórdios da colonização e aquelas trazidas pelos imigrantes no século XIX e início do XX.


As diferenças entre esses patrimônios culturais permitem reconstruções de processos históricos e de configurações culturais já perdidas em Portugal. Sob o ponto de vista teórico, surge como de particular interesse as relações entre o cultivo de expressões culturais consideradas como tradicionais ou folclóricas para a identidade de grupos de portugueses na imigração, embora tais tradições se diferenciem daquelas vigentes à época dos Descobrimentos e transplantadas para países como o Brasil.


Tais reflexões, encetadas em Luxemburgo, levaram à realização de colóquios no contexto de festivais de diferentes grupos de imigrantes de língua portuguesa, organizados por A. Borges, vice-presidente do Instituto de Estudos da Cultura Musical do Mundo de Língua Portuguesa. Esses encontros prepararam também os trabalhos desenvolvidos no primeiro colóquio euro-brasileiro de estudos interculturais, levado a efeito em 1989.


Das atividades desenvolvidas em outras cidades do Luxemburgo, cumpre mencionar estudos realizados em Clervaux. Na abadia local, centro de estudos de Canto Gregoriano, realizou-se sessão de estudos dirigida, pelo lado brasileiro, por Eleanor Dewey. Tratou-se sobretudo de comparar princípios interpretativos com base em conhecimentos paleográficos e semiológicos nos dois países.




Materiais
Apenas os disponíveis nos sites da A.B.E.

(em elaboração)


  1. 100 anos da regência de uma Grã-Duquesa portuguesa. Maria Anna do Carmo de Bragança











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Fotos H. Hülskath ©

 

BRASIL-EUROPA
www.brasil-europa.eu

Organização de estudos teóricos de processos interculturais e estudos culturais nas relações internacionais (registrada 1968)
Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência (Estudos Culturais e Sociologia da Ciência)

Direção-geral: Prof. Dr. Antonio Alexandre Bispo

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ESTUDOS INTERCULTURAIS RELACIONADOS COM O

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